
Ostentamos, com glória, a bandeira da Cultura, trabalho e Paz. Consideramos, sempre que pensamos em Freamunde, que estas curtas palavras são as que melhor caracterização a nossa terra... no entanto, todos sabemos que a verdade é outra, nomeadamente ao nível da cultura.
Está a decorrer o ENTAF. Promovido pelo GTF, na Associação Socorros Mútuos. Afluem grupos de teatro de outras terras para participarem neste evento. As peças levadas à cena têm qualidade. E a plateia que assiste ao espectáculo está confinada a um número ridículo de pessoas. Nem meia casa. Onde está o interesse pela Cultura?! O preço do bilhete é irrisório quando comparado a outros espectáculos de qualidade bem inferior. 5 euros para o público em geral. 2,5 euros para estudantes e reformados. E a casa praticamente vazia...
É esta a imagem que queremos passar para o exterior? A imagem de uma terra que banaliza aquilo que de melhor faz? Será por o ENTAF ser teatro amador?! Se fosse "ENTPF" tería mais gente?
Pensemos bem no que realmente queremos da e para a nossa cidade. Ainda temos possibilidade de inverter esta nossa indiferença.
Fica, uma vez mais, aqui o alerta.
Freamunde precisa daquilo que lhe dá sentido. Não sejamos como outros lugares obscuros onde um centro comercial é visto como apogeu cultural e social. Freamunde é referência por primar pelo essencial e não pelo banal.
No próximo sábado sobe ao palco a peça: "Um Deus Dormiu Lá Em Casa", da autoria de Guilherme Figueiredo. Freamunde conta connosco.







