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Freamunde está em festa!Com o espreitar das eleições, a festa das inaugurações, das promessas, do apressar das obras e dos lanches pró povo, já começou com pompa e circunstância!
Debrucemo-nos agora sobre o rendimento dum político, ao longo destes 4 anos de mandato:

Analisando o gráfico verifica-se que a acção politica divide-se em 2 tempos:
1º, 2º e 3 ano - Sono político;
4º ano - ALERTA! É necessário fazer algo para ganhar as próximas eleições.... Rápido!
Observa-se então que por volta do último ano do mandato, e quando todos pensam que o nosso politico morrera, eis que o mesmo ressuscita cheio de vitalidade e começa a revolucionar a cidade, que vira estaleiro de obras, e palco de festividades!
É um fenómeno espantoso que merece a nossa atenção!
Para o explicar recorremos a três factores: o portuguesismo, o messianismo, e o ilusionismo!
1. O portuguesismo dos nossos políticos pode explicar um pouco esta actividade intensa dos finais dos mandatos, porque é típico dos portugueses deixar tudo para a última. Contudo não se coaduna com a maioria dos políticos de natureza matreira e calculista.
2. O messianismo dos nossos políticos explica outra parte. Todos os políticos gostam de ser coroados com o dom messiânico, e para tal deixam tudo chegar aos caos, para que na derradeira hora, na hora do desespero, apareçam com todas as medidas de salvação, para serem aclamados na hora do voto!
3. O ilusionismo é a base desta atitude. Por ilusionismo temos:
''a arte de entreter uma audiência criando ilusões que confundem e surpreendem, geralmente por darem a impressão de que algo impossível aconteceu, como se o mágico tivesse poderes sobrenaturais. No entanto, esta ilusão da magia é criada totalmente por meios naturais. Os praticantes desta actividade designam-se mágicos ou ilusionistas'' in wikipédia
Ligando esta a definição aos nossos políticos, vemos que dentro do grupo dos mágicos, os políticos, são os verdadeiros campeões, conseguem entreter uma audiência com almoçaradas e obras de última hora, confundindo e surpreendendo o povo, dando a impressão que fizeram algo impossível, como se poderes sobrenaturais e fundos extraordinários tivessem. No entanto, a magia das obras é criada por manobras naturais e políticas, evitando desempenhar as funções para as quais foram eleitos, durante 3 anos, para abrir as comportas no último ano...
Perante este facto a revolta propõe que as eleições autárquicas se realizem de dois em dois anos, fazendo uma redução da fase de latência política, em prol de um maior benefício das populações!
Viva Freamunde!
Viva quem não se deixa iludir!