nov
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Quem nada tem tudo quer. A velha e gasta desculpa da usurpação do que existe no concelho continua. Depois da Citânia de Sanfins, do Mosteiro de Ferreira e até mesmo do fabrico de móveis, querem agora as gentes de paços apropriar-se do Capão à Freamunde. Pode ler-se e escutar-se no site http://www.capitaldomovel.fm/ que "está também a decorrer o processo de Certificação do Capão, enquanto produto genuíno do concelho" e que "se tenta com isto a promoção e potênciação do único motivo gastronómico do concelho".
Não nos opomos à promoção do que temos de bom, só não queremos que nos expropriem do que é nosso, não queremos que usem o nosso Capão como estandarte, não do concelho, mas de Paços de ferreira, como acontece com os variados motivos de interesse que existem por aqui. Não queremos que à entrada dessa terra, nas placas de indicação, figure o nosso património como se de património pacense se tratasse.
Promoção sim, usurpação é que não.
O Capão é de Freamunde. Não do concelho, não de uma confraria, não de uma associação, mas de Freamunde.
Freamunde, ao contrário de paços, é uma terra com alma... e alma é algo que não se adquire, nem se compra. Tem-se. Sente-se. Vive-se.
Viva o Capão à Freamunde
Viva a mística freamundense
Vivam todos os que no Natal preferem o Capão ao bacalhau